Promovido pela Escola Judicial do TRT-1, o evento discute tópicos como "acesso à informação x proteção de dados nos órgãos públicos"; "ética e inteligência artificial"; e "desafios da implementação da LGPD no Poder Judiciário". Acompanhe pelo YouTube.
Teve início, na manhã desta quinta-feira (16/11), o "Seminário LGPD, Segurança Cibernética e Inteligência Artificial". Promovido pela Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (Ejud1), o encontro acontece no prédio-sede do regional fluminense e reúne autoridades e especialistas nas temáticas do evento. Com duração de dois dias, o seminário, que é composto por diversos painéis de debate, pode ser acompanhado pelo YouTube.
O encarregado de Dados Pessoais do TRT-1, desembargador José Luis Campos Xavier, foi o responsável por abrir o evento. Ele explicou que, desde a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), muitos tribunais têm tido dificuldades para implementá-la, o que justifica a realização de um evento para o intercâmbio de informações sobre a lei. “A ideia do seminário é promover a troca de experiências e acho que conseguiremos fazer isso entre hoje e amanhã. O objetivo é conscientizar acerca da importância da preservação de dados pessoais, principalmente os sensíveis”, assinalou o magistrado.
À esquerda, o desembargador José Luis Campos Xavier. À direita, plateia no auditório do TRT-1.
Integrante da mesa de abertura do encontro, a vice-corregedora do TRT-1, desembargadora Maria Aparecida Coutinho, afirmou que o meio digital em que se vive atualmente impõe a preocupação com a proteção de dados. “A informação de dados é o ativo mais valioso do mundo hoje. Por isso, precisa ser protegida. Nosso seminário vai se debruçar sobre isso e espero que possamos desfrutar de tudo que será discutido”, disse.
Em nome da Ejud1, integrou a mesa de abertura o seu coordenador pedagógico, o juiz Fábio Rodrigues Gomes. Para ele, um dos desafios do seminário é debater a implementação de uma lei sobre proteção de dados dentro de um ambiente, como o Poder Judiciário, que preza pela publicidade. “O processo, por definição, é público. Neste momento de reflexão crítica, é importante conseguirmos desenvolver um meio termo para resolver essa difícil equação”, concluiu o magistrado.
Também compuseram a mesa de abertura o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra1), Ronaldo Callado; a presidente da Associação dos Juízes do Trabalho (Ajutra), Patrícia Vianna; o procurador-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região, Fábio Villela; e a vice-presidente da Seccional Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil, Ana Tereza Basilio.
Ao longo dos dois dias de evento, tópicos como "acesso à informação x proteção de dados nos órgãos públicos"; "ética e inteligência artificial"; "desafios da implementação da LGPD no Poder Judiciário", entre outros, serão debatidos no seminário. Acesse aqui a programação completa.